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Notícias e informações sobre os projetos artísticos do Agora Coletivo

mês

fevereiro 2016

Agora é Ensaio n. 8

Ensaio n. 8 foi um desenvolvimento do Ensaio n. 7.

Conversamos com as pessoas que se aproximaram de nós e perguntamos sobre um momento em suas vidas que soasse irreal, como um sonho. Tivemos lindas e quase inacreditáveis histórias. Nós escolhemos acreditar, mas na verdade isso não importa.

* Nas fotos: a performer Jossane Ferraz com um cartaz dizendo: “Danço a realidade quando dança”.

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Now, it is Essay n. 8

Essay n. 8 was a development of Essay n. 7.

We talked to people that approached us and asked about a moment in their lives that sounds unreal, like a dream. We had more beautiful and almost unbelievable stories. We chose to believe, but it doesn’t really matter.

* Pictures: the performer Jossane Ferraz holding a sign written “I dance the reality when it dances.”

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Agora são ensaios mesmo

E claro que há ensaios que não são “Ensaios”, são somente ensaios mesmo, só testes. Mas, mesmo nestes, estamos na rua. As pessoas nos assistem. Não apenas a nós, as performers; mas a nós, o escritor, a nós, o diretor musical.

Isto tem implicações éticas para o fazer artístico? Este modo de produção de arte significa algo para a relação arte e sociedade?

Ao menos, podemos afirmar que é divertido. Amamos estar na rua criando…

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Now, they are rehearsals

And, of course, there are rehearsals that are not “Essays”, they are only rehearsals, only tests. But even in them, we are at the streets. People see us. And not only us, the performers; but us, the writer, us the music director.

Does this have also ethic implications for the artistic craft? Does this way of produce art mean something for the relation between art and society?

At least, we can say it is fun. We love to be at streets creating…

 

Agora é o que foi antes: Ensaio n. 6

O atual projeto cênico do Agora Coletivo, “Ensaios para uma poética do movimento”, tem realizado performances no espaço público e caminha para uma peça de rua, que terá estreia em março no Festival de Curitiba.

Entre estas ações poéticas, “Ensaio n. 6” foi diferente. Deu-se numa noite de festa no John Bull Pub, ao som de muito rock e no meio de gente agitada, distraída e sem muitos dos pudores da convivência cotidiana.

Foi por esta razão que levamos para lá uma ação longa, lenta e introspectiva. Com materiais orgânicos, a performer Ana Ferreira costurava, amarrava e colava o figurino no corpo da outra performer, Jossane Ferraz, que permanecia em repouso.

Pandemonio - ensaoi-17

Volta e meia, um trajeto também ia sendo desenhado, interrompido por alguns símbolos.  A cada vez que uma parte dele se dava, as relações de atividade e passividade se invertiam: Jossane dançava as linhas desenhadas por entre as pessoas, Ana assistia atenta.

“Ensaios para uma poética do movimento” tem nos ensinado muito sobre atividade e passividade, não apenas entre performers, mas também entre a ação e o entorno e entre a ação e os espectadores.

Estamos encontrando potências lindas até nos atos mais simples, potências que surgem menos pelo que é feito do que pelas relações que se propõem e que se formam – relações, estas sim, que são para ser entendidas como obra.

Uma estética relacional: este tem sido nosso trajeto, nosso ensaio. E isto aparece também no texto de Marcelo Bourscheid, que tem investigado conexões entre o trajeto do processo e a espontaneidade do entorno.

Pandemonio - ensaoi-189

Os “Ensaios” que se deram na rua tiveram até agora um caráter de intervenção. Mas fiquem atentos e acompanhem o projeto, pois em breve teremos um convite para fazer a todos.

 

Fotos do “Ensaio n. 6” por Guilherme Zawa.

 

Agora, assista ao vídeo do “Ensaio n. 6”, clicado e produzido por Guilherme Zawa.

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Now, it is what it has been before: Essay n. 6

The Agora Collective’s current performing project, “Essays to a poetics of the movement”, has presented performances in public spaces and pursues a street play, which will have its premiere in Curitiba’s Festival.

Between these poetic acts, “Essay n. 6” was different. It happened in a party night at John Bull Pub, with a lot of rock and restless and careless people, absent of a lot of the modesties of the quotidian.

Because of that, we brought to the place a long, slow and introspective action. With organic materials, the performer Ana Ferreira needled, laced and glued the costume on the other performer’s body, Jossane Ferraz, who remained in rest.

From time to time, a path was also drawn, which was interrupted by some symbols. Every time some part of it took place, the relations of activity and passivity were reversed: Jossane danced the drawn lines between people, Ana watched carefully.

“Essays to a poetics of the movement” has taught us a lot about activity and passivity, not only between the performers, but also between the action and the environment and between the action and the audience.

We have found beautiful forces even in the most simple acts, forces that immerges lass for what it is done than for the relations that are offered–relations that can be seen as the work itself.

A relational aesthetics: this has been our path, our essay. And this also comes in Marcelo Bourscheid’s text, who has researched connections between the creative process’s path and the spontaneity of the environment.

The “Essays” that took place at the streets had, until now, an intervention aspect. But be aware of the project, because soon we will issue an invitation for everybody.

For now, watch the video of the “Essay n. 6”, clicked and produced by Guilherme Zawa.

 

Pictures of the “Essay n. 6” by Guilherme Zawa.

Agora é capa da revista

Estamos na Revista R.Nott deste mês, com direito à foto de capa e tudo! Confiram lá as imagens do Ensaio n. 6 e os relatos do projeto Ensaios para uma poética do movimento: http://www.rnottmagazine.com/#!Ensaio-e-movimento/c109z/56bf28fc0cf2a547431d5b9d

E em breve, falaremos aqui como foi o Ensaio n. 6, realizado na festa da Revista R.Nott. Foi um Ensaio diferente dos outros, já que não foi na rua, e nós procuramos justamente explorar uma oposição com o ambiente.

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Now, it is magazine cover

We are in this month edition of R.Nott Magazine, with our performance’s picture in the cover and everything! Check out there the photos of the Essay n. 6 and the accounts of the project Essays to a poetics of the movement:  http://www.rnottmagazine.com/#!Ensaio-e-movimento/c109z/56bf28fc0cf2a547431d5b9d

And soon we will tell here how was the Essay n. 6, that took place at the party of the R.Nott. It was different from the others Essays because it was not at the street, and so we tried to explore an opposition to the environment.

Agora é Ensaio n. 7

Nossos Ensaios são investigações, mas são já ações poéticas também. Ensaio n. 7 talvez tenha sido, de tantas formas, o mais forte até agora. Você pergunta a alguém sobre um ponto decisivo em suas vidas – um momento em que elas tiveram que fazer uma escolha que levaria a uma vida totalmente diferente se não tivessem feito – e você pensa que vai ouvir sobre o vestibular ou sobre quando se mudaram de cidade. Mas as pessoas te contam verdadeiros poemas épicos, e com uma força de semideus no olhar. E o que elas te contam não é algo que costumam contar, mas você está fazendo arte com a vida delas, então é segredo não é pra ser mantido, é para ser dado, para ser transformado em algo material, com vida própria, como uma dança.

Mural copy

E depois das histórias, a pergunta da esfinge: “Você se arrepende?”.

“Não, porque quando tenho que fazer algo que é o melhor pra mim, eu endureço o coração e faço”.

“Eu tinha seis anos, era já mais maduro pra tomar uma decisão, meus irmãos eram muito novinhos”, disse o menino de 21 que mora nas ruas.

O outro menino, que carregava um tambor, não quis falar, preferia escrever, e também não quis que eu lesse naquele momento. Perguntou antes de se ir: “qual o seu signo?”. “Peixes”, respondi. “Sempre é”, ele devolveu, mostrando sua tatuagem no braço.

E havia este vovozinho, que foi quem me fez chorar: “Não me arrependo, eles eram meus pais, e você tem que cuidar dos seus pais. Mas eu me arrependo, porque eu teria tido a vida que eu sonhei. Então é isso: eu não me arrependo, mas eu me arrependo”.

* Na primeira foto: as performers Ana Ferreira e Jossane Ferraz segurando um cartaz que diz “Danço as vidas que não foram”. Na segunda: as conversas.

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Now, it is Essay n. 7

Our Essays are researches, but they are already poetic actions too. Essay n. 7 was perhaps the most strong until now, in so many different ways. You ask someone about a turning point in their lives–some time when they made a decision that if they didn’t their lives would be very different–and you think you are going to listen to something about their SATs or about when they moved to another city. But people tell you real epic poems, and they do it with demigod strength in their eyes. And what they tell you is not something they tell everybody, but you are making art with their lives, so the secret is not to be kept, it is to be given, so it can be transformed in something material, in something with its own life, like a dance.

And after the stories, the sphinx question: “Do you regret?”

“No, because when I have to do something that is the best for me, I harden my heart, and I do it.”

“I was six years old, I was already mature enough to make a decision, my brothers were too young”, said the 21 kid that lives in the streets.

This other kid, the one carrying a drum, preferred not to talk, he wanted to write, and he didn’t want me to read right away. He asked me before he left: “what is your zodiac sing?” “Pisces,” I answered. “It always is”, he answered back, showing me his arm tattoo.

And there was this little grandpa, the one that made me cry: “I do not regret, they were my parents, and you have to be there for your parents. In the other hand, I do regret, because I would have lived the life I dreamed. So, it is this way: I do not regret, but I do regret”.

* First picture: the performers Ana Ferreira and Jossane Ferraz holding a sign written “I dance the lives that haven’t been.” Second one: the talks.

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