O  Agora Coletivo surge em Curitiba em 2015 com o propósito de explorar formas diversas de interação com o público. Seu nome, que faz referência à efemeridade da ação cênica, remete também ao grego Ágora, “espaço aberto”, que insinua tanto o desejo do grupo de explorar diversos espaços físicos, quanto o interesse pelos diferentes lugares estéticos que eles possam estabelecer. Disso, decorre uma terceira reverberação do nome Agora, a busca por formas contemporâneas – entendidas como aquilo que permite estranhar o nosso tempo em vez de familiarizar-se com ele.

As Cidades Invisíveis é o mais novo trabalho do Agora. Ele dá seguimento às investigações desenvolvidas no espetáculo Ensaio para uma poética do movimento (2016), resultado de uma pesquisa de performance no espaço público que gerou também nove intervenções urbanas, bem como as do projeto Obra em Progresso, que ainda está em curso e originou até então três performances: Streaming (2017), realizada em ambiente virtual, Sobreposição (2017), que explorou as salas e os prédios em torno de uma galeria, e Cartografia (2018), que colocou o público no saguão do teatro Guaíra para assistir através das vidraças as cenas que se passavam no espaço público. Já em espaço teatral, o Agora desenvolveu os solos Incêndio (2015) e Primeiro Amor (2017), que de modos diversos priorizavam um relação bastante próxima com o público.

_____

About

Agora Collective appears in Curitiba in 2015 with the purpose of exploring different forms of interaction with the public. Its name, which refers to the ephemerality of the scenic action, also refers to the Greek Agora, “open space”, which implies both the desire of the group to explore various physical spaces, and interest in different aesthetic places that they can establish. From this, a third reverberation of the name Agora (in Portuguese, “Now”) takes place, the search for contemporary forms – understood as what allows us to wonder about our time instead of becoming familiar with it.

The Invisible Cities is the newest work of Agora. It follows up the research developed in the show Essays for a Poetics of the Movement (2016), the result of a performance research in public space that also generated nine urban interventions, as well as those of the Work in Progress project, which is still ongoing and originated: Streaming (2017), performed in virtual environment, Overlay (2017), which explored the rooms and buildings around a gallery, and Cartography (2018), which put the audience in the lobby of the Guaíra theater to watch through the panes of the scenes that passed in the public space. Inside the theatrical space, developed the monologues Fire (2015) and First Love (2017), which in different ways prioritized a close relationship with the public.

 

 

 

Anúncios