O atual projeto cênico do Agora Coletivo, “Ensaios para uma poética do movimento”, tem realizado performances no espaço público e caminha para uma peça de rua, que terá estreia em março no Festival de Curitiba.

Entre estas ações poéticas, “Ensaio n. 6” foi diferente. Deu-se numa noite de festa no John Bull Pub, ao som de muito rock e no meio de gente agitada, distraída e sem muitos dos pudores da convivência cotidiana.

Foi por esta razão que levamos para lá uma ação longa, lenta e introspectiva. Com materiais orgânicos, a performer Ana Ferreira costurava, amarrava e colava o figurino no corpo da outra performer, Jossane Ferraz, que permanecia em repouso.

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Volta e meia, um trajeto também ia sendo desenhado, interrompido por alguns símbolos.  A cada vez que uma parte dele se dava, as relações de atividade e passividade se invertiam: Jossane dançava as linhas desenhadas por entre as pessoas, Ana assistia atenta.

“Ensaios para uma poética do movimento” tem nos ensinado muito sobre atividade e passividade, não apenas entre performers, mas também entre a ação e o entorno e entre a ação e os espectadores.

Estamos encontrando potências lindas até nos atos mais simples, potências que surgem menos pelo que é feito do que pelas relações que se propõem e que se formam – relações, estas sim, que são para ser entendidas como obra.

Uma estética relacional: este tem sido nosso trajeto, nosso ensaio. E isto aparece também no texto de Marcelo Bourscheid, que tem investigado conexões entre o trajeto do processo e a espontaneidade do entorno.

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Os “Ensaios” que se deram na rua tiveram até agora um caráter de intervenção. Mas fiquem atentos e acompanhem o projeto, pois em breve teremos um convite para fazer a todos.

 

Fotos do “Ensaio n. 6” por Guilherme Zawa.

 

Agora, assista ao vídeo do “Ensaio n. 6”, clicado e produzido por Guilherme Zawa.

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Now, it is what it has been before: Essay n. 6

The Agora Collective’s current performing project, “Essays to a poetics of the movement”, has presented performances in public spaces and pursues a street play, which will have its premiere in Curitiba’s Festival.

Between these poetic acts, “Essay n. 6” was different. It happened in a party night at John Bull Pub, with a lot of rock and restless and careless people, absent of a lot of the modesties of the quotidian.

Because of that, we brought to the place a long, slow and introspective action. With organic materials, the performer Ana Ferreira needled, laced and glued the costume on the other performer’s body, Jossane Ferraz, who remained in rest.

From time to time, a path was also drawn, which was interrupted by some symbols. Every time some part of it took place, the relations of activity and passivity were reversed: Jossane danced the drawn lines between people, Ana watched carefully.

“Essays to a poetics of the movement” has taught us a lot about activity and passivity, not only between the performers, but also between the action and the environment and between the action and the audience.

We have found beautiful forces even in the most simple acts, forces that immerges lass for what it is done than for the relations that are offered–relations that can be seen as the work itself.

A relational aesthetics: this has been our path, our essay. And this also comes in Marcelo Bourscheid’s text, who has researched connections between the creative process’s path and the spontaneity of the environment.

The “Essays” that took place at the streets had, until now, an intervention aspect. But be aware of the project, because soon we will issue an invitation for everybody.

For now, watch the video of the “Essay n. 6”, clicked and produced by Guilherme Zawa.

 

Pictures of the “Essay n. 6” by Guilherme Zawa.

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